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| L'Inferno di Giovanni da Modena |
Parece que ele gosta muito dos brasileiros, pois há sempre mensageiros que utilizam o Brasil como um banquete.
Imagino que seja difícil, para quem tem o hábito de ler livros de cabeça para baixo, entender “O discurso da casa dividida” de Abraham Lincoln, que retomava uma citação do Novo Testamento: “todo reino dividido contra si mesmo será devastado”.
Lincoln indicava três elementos fundamentais para formar uma nação: terra, povo e leis.
Se o ex-presidente Lula soubesse distinguir o certo do errado, entenderia que, numa democracia, todos são iguais perante a lei.
Existem advogados com patrocínio gratuito para os mais pobres (não me parece ser o caso dele) e vários graus de julgamento para se defender.
Então por que toda essa pressa do atual presidente em torná-lo ministro?
A ausência de culpa se prova nos tribunais.
Como é jovem a democracia no Brasil, e como são antigos e enraizados o coronelismo e o caciquismo.
Lula é simplesmente mais um caudilho, com pretensões de salvador da pátria, disposto a pisotear regras que valem para todos os brasileiros.
Quanta submissão, apadrinhamento, clientelismo — e, sobretudo, quanta ignorância.
Não deveriam existir bandos sediciosos.
Em risco está a igualdade entre os cidadãos.
É muito triste o uso de cargos públicos, no passado e no presente, para enriquecer e distribuir favores.
Isso seria uma desculpa para que juízes não investiguem?
Como se diz na Itália: “alla buona ora” — já era tempo!
Alguém tinha que começar.
O primeiro, sem dúvida, vai protestar.
Mas é assim que se dá um início.
E com todas as garantias que qualquer cidadão comum possui.
Fica ainda uma pergunta:
um verdadeiro patriota — penso em Tiradentes, que deu a vida pela liberdade, risco que o ex-presidente não corre — não poderia aproveitar este momento para demonstrar ao país e ao mundo a própria honorabilidade?
A resposta é uma só.
Não há empate possível.
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