mercoledì 9 marzo 2016

Aletheia: a verdade sobre o Brasil




Il mito della caverna
Il Mito della caverna 

Quem deu o nome à “Operação Aletheia”, que apura se empreiteiras favoreceram o ex-presidente Lula por meio do sítio em Atibaia e do triplex no Guarujá, merece ser homenageado, pois o significado do vocábulo é “verdade”, ou melhor, “revelação”.

Precisamos que venha à tona aquilo que estava oculto: a corrupção generalizada que tomou, de forma furtiva, o que pertence a todos aqueles que trabalham — e sempre trabalharam — honestamente.

Importa pouco como essa epidemia se alastrou no país, ainda que tenha sido favorecida por um sistema liberticida, confundido com liberdade, no qual grande parte da população se sentiu autorizada a fazer o que bem entendia.

Faltavam cultura e senso cívico para lidar com a abertura após tantos anos de regime militar.

O passado remoto esteve nas mãos de exploradores: latifundiários e extrativistas.
O passado recente viu uma industrialização concentrada no triângulo Rio–São Paulo–Minas, regiões com melhor infraestrutura e menor analfabetismo.

A falta de investimentos, sobretudo no Nordeste e nas cidades menores, gerou uma migração massiva, com favelização crescente e aumento da criminalidade.

Quando a porcentagem de população indigente e com baixo nível cultural é elevada, torna-se fácil manipular o processo democrático em um país emergente.

Muitos estavam cansados de considerar normal a desigualdade social, ainda fortemente marcada por estruturas de poder herdadas — capitanias e potentados.

Por isso, foi sedutor acreditar em uma alternativa “de baixo para cima”.

Mas é preciso lembrar, aos admiradores de Che Guevara e Fidel Castro:

o primeiro era médico e escritor;
o segundo nasceu em família rica, estudou em colégios jesuítas e formou-se em Direito.

Humildade e simplicidade são qualidades nobres — para santos e mártires.
Não para governar uma nação.

O que se exige é instrução, capacidade de diálogo com líderes internacionais e preparo.

Podemos imaginar o “divertissement” que se instaurou desde o início dessa nova era, conduzida por demagogos improvisados.

Por isso, “Aletheia” é fundamental.

Ela remete à essência da formação humana, como na alegoria do “mito da caverna” de Platão: a diferença entre o real e o percebido.

Sim, é necessário que muitos brasileiros despertem.

Isto não é um campeonato de futebol.

Encontrar políticos honestos é como procurar uma agulha no palheiro — mas é um esforço que cabe a toda a sociedade.

Se continuarmos divididos e facciosos, vencerão aqueles que trabalham apenas para si mesmos.

Platão explicava assim:

se pessoas fossem aprisionadas desde pequenas dentro de uma caverna, com o corpo, a cabeça e o pescoço imobilizados, veriam apenas a parede à sua frente.

Atrás delas haveria uma fogueira, e entre a luz e o muro passariam figuras — homens, animais, objetos — projetando sombras.

Se essas sombras falassem, os prisioneiros acreditariam que aquela era a realidade.

Se um deles fosse libertado, sentiria dor ao ver a luz.
Mesmo ao reconhecer os objetos reais, ainda duvidaria.

Ao sair da caverna, compreenderia a verdade.

Mas ao retornar para libertar os outros, não seria acreditado.

E, com medo do desconhecido, poderiam até matá-lo.

Eis a dificuldade de reconhecer a realidade.

Para muitos, é mais confortável acreditar em ilusões do que enfrentar o desconhecido.

Mas, diante da violência e da miséria moral e econômica do Brasil, o risco de mudar é menor do que permanecer como estamos.

Aletheia!